Sobre ETFs, As Primeiras Informações

O que são os ETFs e como podem ser interessantes para uma carteira de investimentos? Vamos entender a história, as vantagens e os riscos.

Compartilhe esse Artigo:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Olá investidor, seguiremos agora para o segundo texto da série de ETFs que você irá acompanhar aqui no site Ticker 11. No texto anterior vimos sobre a importância da diversificação e o que é gestão passiva, sendo este o tipo de gestão utilizado nos ETFs. Mas o que são ETFs? Conceito simples e pra gravar: são fundos abertos, negociados em bolsa que replicam algum índice como referência.

HISTÓRIA

O primeiro ativo a ser estruturado de maneira mais semelhante aos ETFs que conhecemos hoje foi criado por um holandês no ano de 1774. Era um fundo fechado, composto pelas commodities nas colônias americanas, lastreado nas plantações sendo emitidas em série e negociadas em um mercado aberto.

Já no modelo que conhecemos hoje, o pioneiro foi o Toronto Stock Exchange (TSE), criado no Canadá no ano de 1990, trazendo a facilidade de investir numa carteira diversificada e com uma boa flexibilização nas negociações, fazendo sucesso entre os investidores.

Após essa repercussão positiva a American Stock Exchange, desenvolve um produto que fosse adequado as normas da SEC (podemos dizer de maneira simplista que é a CVM do mercado americano).

No ano de 1993, sai o primeiro ETF americano, o SPY, com o objetivo de replicar o índice S&P500, negociado na bolsa de valores de Nova Iorque (NYSE). Hoje esse ETF é o maior do mundo com 291,14 bilhões de dólares. Esse ativo é extremamente líquido tendo uma média diária de volume de negociação em 20,5 bilhões de dólares, o que representa aproximadamente 7% da média diária de negociação em cima do PL do fundo e a taxa de administração do fundo é de 0,09% (informações calculadas com base nos dados oferecidos pelo site etf.com/SPY).

VANTAGENS

O que torna os ETFs tão atrativos? Flexibilidade em alocar, custos menores, diversificação, transparência de preços e mais liquidez e processo adequado de formação de preços. Em 30 anos de existência essa classe de ativos se tornou uma das mais populares para todos os tipos de investidores.

Lembrando que os ETFs são mais baratos que fundos mútuos, oferecem uma boa diversificação, sendo facilmente negociados e possibilitam uma forma de arbitragem de baixo custo. No mundo inteiro temos pouco mais de 5,1 trilhões de dólares investidos em ETFs.

BRASIL

O primeiro ETF surgiu em 2004, através de incentivo do BNDES com a criação do PIBB11, que reflete o IBRx-50. Atualmente temos 17 ETFs de renda variável e 6 de renda fixa negociados na B3, refletindo o desempenho de mais de 11 índices diferentes.

Mas quais são os critérios para que um índice sirva de referência para um ETF? Bem, ele precisa ser público, calculado e publicado por um provedor independente (B3 e ANBIMA por exemplo).

No Brasil os ETFs de renda variável são regidos pela Instrução CVM 359/02, e os de renda fixa pela Instrução CVM 537/13.  Conforme essas instruções elas conceituam que o ETF é uma carteira de ativos financeiros, que visa refletir as variações e rentabilidade de um índice de referência, por prazo indeterminado.

Também cabe dizer que o ETF deverá seguir os seguintes requisitos:

⮩ Metodologia completa, acessível e gratuita;
⮩ Descrição da metodologia e objetivos;
⮩ Isonomia;
⮩ Independência do provedor em relação ao administrador ou ao gestor;
⮩ Neutro, sem conflito de interesse;
⮩ Divulgação ampla;
⮩ Transparência.

Como que eu invisto em um ETF? Da mesma maneira que investe em FIIs por exemplo, através de uma corretora usando o homebroker ou mesmo o app dela.

MERCADO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO

O mercado primário tende a ser destinado em regra para investidores institucionais, pois como há lotes mínimos para que sejam emitidas ou resgatas, muitas vezes acabam fugindo do alcance do investidor comum. Nesse tipo de mercado o investidor compra diretamente do administrador do fundo intermediado apenas pelo agente autorizado.

Já no mercado secundário não há emissão ou resgate de cotas, esta é apenas negociada e não emitida. A negociação é feita por lote padrão, sendo esta a modalidade mais utilizada pelos investidores pessoas físicas.

RISCOS

Os principais riscos que vemos são os riscos de mercado, como aumento da volatilidade, os preços de negociação da cota poderão ser superiores ou inferiores ao valor patrimonial da cota e a rentabilidade do ETF pode não refletir integralmente o desempenho do índice.

Bem, era isso que tínhamos a apresentar nesse segundo texto da série, investidores. No próximo, traremos um estudo sobre os critérios de liquidez e a tributação dos ETFs no Brasil. Em caso de dúvida, estamos à disposição e não se esqueça, converse sempre com um especialista em investimentos e conheça os detalhes e documentos do ETFs antes de investir.

Felipe Sousa

Especialista em Investimentos, formado em direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público.

Inscreva-se em nossa newsletter

Fique por dentro de todo o nosso conteúdo com os melhores do mercado!

Artigos relacionados

O Ticker 11 é o seu portal de informações sobre investimentos para aprender mais e acompanhar o mercado da melhor forma.

Faça parte do nosso grupo!

Entre para o nosso canal de Fundos Imobiliários no Telegram! São notícias diárias e links especiais sobre Fatos Relevantes, Relatórios Gerenciais e muito mais conteúdo sobre FIIs. Tudo para você ficar por dentro de todas oportunidades.

Fale conosco:

Estamos aqui para lhe ajudar! Fique à vontade e nos envie uma mensagem!

Economize tempo e dinheiro investindo com a Ticker 11!

Nossos especialistas acompanharão o mercado pra você e trarão as melhor oportunidades em um relatório semanal com carteira recomendada de alta performance!