O home office não vai acabar com mercado de lajes

Há uma grande discussão sobre como será o “novo normal” no mercado de escritórios. Muitas empresas já anunciaram que manterão parte dos colaboradores, em home office, de maneira definitiva. 

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Há uma grande discussão sobre como será o “novo normal” no mercado de escritórios. Muitas empresas já anunciaram que manterão parte dos colaboradores, em home office, de maneira definitiva. 

Essas discussões despertam a preocupação no investidor de Fundos Imobiliários, sobre o tamanho do impacto no mercado de lajes corporativas. 

Como educador, preciso levantar alguns pontos para uma melhor reflexão.

Sou um assíduo frequentador de coworking. Até 2019 fazia porque não tinha escritório em casa. Mesmo morando em um apartamento de 100m2, não era simples ser produtivo na mesa da sala com duas crianças pequenas.  

Agora tenho um escritório em casa. No entanto, com a flexibilização do isolamento social, estou retornando ao coworking. Parte do meu trabalho exige silêncio. Faço gravações de vídeos, escrevo e atendo clientes via videoconferência. O silêncio que preciso para trabalhar tira parte da infância dos meus garotos e os custos de locação de um espaço compartilhado são cobertos com folga pelo ganho de produtividade. 

Claro que minhas particularidades não são comuns a todos os trabalhadores, mas existem muitos na mesma condição. Muita gente não será produtiva em casa e buscará um espaço fora. Possivelmente ocupando uma de nossas lajes. 

Outro ponto importante é que, recentemente, a justiça determinou que a Petrobrás e a refinaria Henrique Lage arquem com as despesas dos empregados com home office. Foi a primeira decisão sobre o tema, mas muitos precedentes podem ser abertos a partir daí. A obrigação de algum tipo de office allowance pode fazer com que empresas revejam a ideia de migrar funcionários para o home office, principalmente se a única motivação for financeira. 

Mais um detalhe fundamental para ser levado em consideração é que nunca tivemos uma taxa de juros tão baixa no Brasil. Sem dúvida, os juros baixos serão um forte estímulo econômico. Novas empresas surgindo ou crescendo precisarão de espaço e nossas lajes estarão lá para atendê-las.

Existe um baixíssimo nível de estoque e atividade construtiva na cidade de São Paulo, local onde se encontram a maior parte dos nossos Fundos Imobiliários.

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