Evergrande: entenda o caso que afetou a economia mundial

Evergrande Group (Reprodução)

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Desde semana passada estamos acompanhando nas principais fontes de informação e mídia o desenrolar do caso da gigante imobiliária chinesa Evergrande. O que mais estamos ouvindo é sobre as quedas de diversos setores de economia e bolsas mundiais devido a possível fraude dessa empresa. Mas afinal, quem é essa empresa chinesa que derrubou os mercados globais?

A Evergrande é considerada uma das maiores incorporadoras imobiliárias da China. Para conseguir expandir seu patrimônio, a empresa fez diversos financiamentos com juros baixos aderindo a diversos setores. (Infomoney).

Na semana passada a empresa disse que estava enfrentando problemas financeiros e fazendo de tudo para restaurar as operações normais e proteger seus consumidores. Porém, posteriormente a empresa declarou ao mercado que há possibilidade de dar um calote de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão na cotação atual). (Suno).

É por isso então que o sistema financeiro Chinês passou a temer um grande colapso. O problema, é que não é só a China que está envolvida. A dívida da Evergrande também foi contraída fora do país. UBS, BlackRock e Ashmore são alguns dos grandes credores da segunda maior incorporadora da China. (Suno).

Com a dívida gigante da empresa e o temor de que a maior construtora do país não consiga arcar com suas obrigações, deixando centenas de prédios por construir e bancos chineses sem receber, a principal questão no mercado global é por que o governo chinês ainda não sinalizou algum tipo de medida para conter a crise. (Exame).

Além dos investidores diretos da Evergrande, há risco de que o caso contamine o setor financeiro em Pequim, se espalhando para finanças mundiais em meio à grande dimensão da economia chinesa atualmente, a segunda maior do mundo.

Essa possível desaceleração brusca da economia da China, pode causar efeitos severos em todo o mundo, em especial sobre países como o Brasil.

O crescimento acelerado da China vinha sustentando os preços das commodities agrícolas e minerais exportadas pelo Brasil, como a soja e o minério de ferro. Se o valor dessas mercadorias despencar, a economia brasileira, que já está fragilizada pelas tensões políticas e fiscais, e ameaçada pela crise hídrica, pode afundar ainda mais. Nesse caso, o estrago não ficaria restrito à Bolsa, mas prejudicaria o próprio crescimento econômico do país. (Correio Braziliense).

Diante desse cenário, os mercados reagiram negativamente. A bolsa de valores brasileira (B3) teve forte impacto, de acordo com especialistas, pelo fato de cerca de 30% da composição do Ibovespa ser de empresas exportadoras, e outra parte significativa, de bancos. O tamanho da crise, no entanto, vai depender de uma decisão do governo chinês: se está ou não disposto a resgatar a empresa. (Correio Braziliense).

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