ETFs que replicam o índice de Small Caps

Fala, investidor! Tudo bem? Hoje voltamos com mais um texto, agora falando sobre os ETFs que replicam o índice de smallcaps. Vamos abordar detalhes específicos do índice, qual a carteira, divisão setorial da carteira, e detalhes específicos dos ETFs.

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Fala, investidor! Tudo bem? Hoje voltamos com mais um texto, agora falando sobre os ETFs que replicam o índice de smallcaps. Vamos abordar detalhes específicos do índice, qual a carteira, divisão setorial da carteira, e detalhes específicos dos ETFs.

Informamos que todos os dados extraídos para explicação do índice de smallcaps, bem como da carteira teórica foram retirados do site da própria B3, empresa responsável pelo índice.

Índice Smallcaps

A base do SMLL (índice de smallcaps) foi fixada em 1.000 pontos para a data de 30/04/2008, e sua divulgação teve início em 01/09/2008. Posteriormente, apurou-se uma série retroativa com início em 31/08/2005 (Fonte).

Primeiramente, cabe ressaltar que o objetivo é representar o desempenho médio de uma carteira de ativos de menor capitalização. Os ativos elegíveis, assim como no IBOVESPA, devem ser apenas ações ou units exclusivamente de ações listadas em bolsa, não sendo aceitos os BDRs, empresas em recuperação judicial ou extrajudicial, regime especial de administração temporária, intervenção ou negociadas em situação especial de listagem.

Para que uma ação seja incluída no índice, ela deve atender cumulativamente os seguintes requisitos:

1. Estar entre os ativos que, em ordem decrescente, estejam classificados fora da lista dos que representam 85% do valor de mercado de todas as empresas listadas no mercado a vista (lote-padrão) da B3.

2. Estar entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das 3 carteiras anteriores, em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade, representem em conjunto 99% do somatório total desses indicadores.

3. Ter presença em pregão de 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores.

4. Não ser classificado como “Penny Stock”.

Um ativo que seja objeto de oferta pública realizada durante o período de vigência das 3 carteiras anteriores ao rebalanceamento será elegível, mesmo sem estar listado todo o período, desde que:

a) a oferta pública de distribuição de ações ou units, conforme o caso, tenha sido realizada antes do rebalanceamento imediatamente anterior;

b) possua 95% de presença desde seu início de negociação;

c) atenda cumulativamente aos critérios acima expostos enumerados como 1, 2 e 4.

A determinação das empresas cujos ativos serão elegíveis para a carteira definitiva do quadrimestre é realizada com base nos cálculos efetuados quando da apuração da segunda prévia dessa carteira (Fonte).

Serão excluídos os ativos da carteira os ativos que:

1. Deixarem de atender aos critérios de inclusão 2, 3 ou 4 acima expostos;

2. Estar entre os ativos que, em ordem decrescente, estejam classificados dentro da lista dos que representam 82% do valor METODOLOGIA DO ÍNDICE SMALL CAP de mercado de todas as empresas listadas no mercado a vista (lote-padrão) da B3.

3. Durante a vigência da carteira, passem a ser listados em situação especial. Serão excluídos ao final de seu primeiro dia de negociação nesse enquadramento

Os ativos são ponderados pelo valor do “free float” da espécie pertencente à carteira.

Figura 1 - Crescimento médio anualizado
Figura 2- Volatilidade mensal anualizada (SMLL)

Composição da carteira

Figura 3 - Composição da carteira (SMLL)

Composição da carteira por setor

Figura 4 - Composição Setorial (SMLL)

O fundo possui 95 ativos em carteira, sendo as 5 maiores posições ENEV3 (5,25%), AZUL4 (3,76%), BRAP4 (3,72%), BIDI11 (3,22%), YDUQ3 (3,12%). As 3 menores posições são POSI3 (0,11%), DMMO3 (0,11%) e BMGB4 (0,15%).

A carteira possui exposição em 27 setores, sendo que os três principais são Utilidade Pública/ Energia Elétrica (15,78%), Diversos (10,28%) e Consumo Cíclico/Construção Civil (8,61%).

ETFs

Temos dois ETFs que replicam o índice de smallcaps, o SMAL11 e o SMAC11. O primeiro pertence a BlackRock, com taxa de administração de 0,50%a.a. foi lançado em 28/11/2008. Já o SMAC11, é do Itaú, lançado no dia 31/01/2020, com taxa de administração de 0,50%a.a. também.

Outra diferença que há entre os dois ETFs é a quantidade disponível de ativos para aluguel, o SMAL11 não permite que seja ultrapassado o limite de 40% da carteira disponível para aluguel, nem 70% de ações de um ativo.

O SMAC11 tem como limite 50% da carteira disponível e no máximo 50% das ações disponíveis de cada ativo. Ambos os fundos têm que aplicar no mínimo, 95% do patrimônio líquido aplicado em ações do índice e posição líquida comprada em contratos futuros (conforme regulamento).

Performance

Figura 5- SMLL x SMAL11
Figura 6 - Retorno SMLL e SMAL11
Figura 7- SMLL x SMAC11
Figura 8 – Retorno SMLL E SMAC11

Reflexões ao investidor

Agora que sabemos qual a metodologia do índice, a composição da carteira, quais são os principais ativos, e quais os setores que ele se expõe, cabe a você investidor decidir se vale a pena tê-lo em carteira ou não. Observou o crescimento médio anualizado do índice, ele está de acordo com a sua expectativa de retorno? E sobre retorno, também temos que ver a volatilidade, todo retorno é ajustado ao risco e temos aqui a volatilidade como medida de risco.

Seja diligente e tenha objetivos realistas ao fazer seus investimentos e caso resolva investir em um desses ETF, se atente a liquidez, pois está importará mais, uma vez que os dois fundos têm a mesma taxa de administração.

Felipe Sousa

Consultor CVM, Especialista em Investimentos pela Anbima. Formado em Direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público. Atua como colaborador no Boletim Ticker 11 e junto ao escritório de investimentos Öküs Capital – Safra Invest como especialista em FIIs.

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