ETFs que replicam o IFIX

Seguimos com nossa série sobre ETFs. Hoje falaremos de duas coisas que gostamos, ETFs e FIIs, sim, agora é possível juntar nossas duas classes de investimentos favoritos num único produto, e é sobre ele que escreveremos hoje.

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Fala investidor, tudo bem? Seguimos com nossa série sobre ETFs. Hoje falaremos de duas coisas que gostamos, ETFs e FIIs, sim, agora é possível juntar nossas duas classes de investimentos favoritos num único produto, e é sobre ele que escreveremos hoje.

ÍNDICE

O IFIX é uma carteira teórica de ativos, que segue critérios metodológicos específicos para composição de carteira. Seu objetivo é ser o indicador de desempenho médio das cotações dos fundos imobiliários negociados nos mercados de bolsa e de balcão organizado da B3. (Fonte)

Os ativos elegíveis são as cotas dos fundos imobiliários que atendam cumulativamente aos seguintes critérios:

1. Estar classificadas entre os ativos elegíveis que, no período de vigência das 3 carteiras anteriores, em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade, representem em conjunto 95% do somatório total desses indicadores

2. Ter presença em pregão de 95% no período de vigência das 3 carteiras anteriores.

3. Não ser classificadas como “Penny Stock”

4. Um ativo que seja objeto de Oferta Pública realizada durante o período de vigência das 3 carteiras anteriores ao rebalanceamento será elegível, mesmo sem estar listado todo o período, desde que:

a) a Oferta Pública de distribuição de cotas tenha sido realizada antes do rebalanceamento anterior;

b) possua 95% de presença desde seu início de negociação;

c) atenda cumulativamente aos critérios 1 e 3

Os Fundos que deixarem de atender qualquer um dos critérios de inclusão acima indicados serão excluídos ou que durante a vigência da carteira forem objeto de resgate total pelo fundo emissor.

Os ativos serão ponderados pelo valor de mercado da totalidade das cotas emitidas pelo fundo imobiliário. Nenhum fundo poderá ter participação superior a 20% no índice, caso isso aconteça haverá redistribuição proporcional do excedente aos demais ativos da carteira.

Carteira teórica

A carteira teórica é composta por 81 ativos atualmente, sendo de diversos setores da economia, como shoppings, lajes corporativas, galpões logísticos, recebíveis imobiliários, desenvolvimento, fundo de fundos, agências bancárias, educacionais, renda urbana, varejo, galpões industriais, ramo hoteleiro, entre outros.

Os cinco ativos com maior participação no índice são o KNRI11 (5,197%), KNIP11 (4,512%), KNCR11 (4,048%), XPLG11 (3,776%) e HGLG11 (3,743%). Os três menores são XPCM11 (0,146%), ONEF11 (0,162%) e SPTW11 (0,177%).

Figura 1 - Carteira Teórica do IFIX; Elaboração própria
Figura 2 - Crescimento médio anual do IFIX

Conforme observamos acima, de 2010 a 2019, temos uma taxa de crescimento médio de 13,8%a.a., caso consideremos o ano de 2020, que foi atualizado até o mês de novembro, temos um crescimento médio de 10,6%. Se considerarmos os últimos 5 anos, temos 14,2%a.a.

O ETF XFIX11

O ETF busca replicar o desempenho do IFIX, tendo ele como índice referência. O administrador, custodiante e escriturador é o banco BNP Paribas Brasil S.A. O fundo teve início no dia 27/11/2020, possui taxa de administração de 0,30%a.a., não havendo taxa de ingresso nem de saída. A XP Vista Asset faz a gestão, já o Credit Suisse Brasil é o formador de mercado. Por fim, foram criadas 300.000 cotas a R$10,00, no IPO desse ETF.

O XFIX11 pode investir nos seguintes instrumentos financeiros e valores mobiliários, nos quais poderá investir até 5% de seu Patrimônio Líquido (Regulamento do fundo, página 5):

(i) títulos públicos de emissão do Tesouro Nacional;

(ii) títulos de renda fixa de emissão de instituições financeiras;

(iii) cotas de fundos de investimento administrados por instituição financeira com as características de renda fixa ou referenciada;

(iv) operações compromissadas, lastreadas nos títulos mencionados no item (i) acima, realizadas de acordo com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional;

(v) operações com derivativos realizadas em bolsas de valores, em bolsas de mercadorias e futuros ou em mercados de balcão organizados, exclusivamente para administração dos riscos inerentes à Carteira, observadas a legislação e regulamentação aplicáveis;

(vi) cotas de FIIs, não incluídos no 6 Índice, desde que admitidas à negociação na B3 e cotas de outros fundos de índice.

A gestora informa através do artigo 3º, §2º que não buscará auferir rentabilidade superior à performance do índice, nem recorrerá a posições defensivas em caso de flutuações extraordinárias no mercado.

As receitas recebidas pelo fundo não serão distribuídas aos cotistas e serão reinvestidas em cotas de Fiis do índice ou outros ativos financeiros. A tributação fugirá a regra dos ETFs e nesse caso será de 20% para venda das cotas.

O Fundo deverá investir 95% de seu patrimônio em cotas de Fiis do índice, em qualquer proporção, ou em posições compradas no mercado futuro do índice, de forma a refletir a variação e rentabilidade do índice, observados os limites definidos no presente regulamento. Os 5% restantes do PL poderão ser investidos nos investimentos permitidos pelo fundo, acima já mencionados.

O Fundo poderá colocar para empréstimo as cotas do fundo respeitada a regra do “70% – 70%”, até 70% das cotas de um único ativo, e até 70% das cotas que compõe o patrimônio líquido do fundo.

Um dos riscos dos fundos de ETF são os riscos de erro de aderência, que é referente as relações imprecisas entre a carteira do fundo e a composição do índice, entretanto, no site da XP Asset, nós podemos conferir a carteira do fundo e aqui vemos a composição da carteira no dia 18/12/2020 (Fonte), observe como as 5 primeiras posições estão aderentes ao peso de cada ativo divulgado no índice que também foi exposto nesse texto.

Figura 3 - As cinco maiores posições da carteira do XFIX11

Reflexão para o investidor

Chegamos ao fim de mais um texto, e como sempre cabe ao investidor decidir se esse é ou não um bom investimento para ele. Esse ativo possui vantagens e desvantagens como todo e qualquer investimento.

Com R$10,00, você acessa uma carteira diversificada, delegando a gestão passiva dela para um gestor profissional que terá o trabalho de acompanhar o desempenho do índice por uma taxa baixa de 0,3%a.a. É muita comodidade.

Algumas das desvantagens são o fato de que você sabe que terá retorno em regra, pouco inferior ao do índice referência, e quando vender as cotas pagará o imposto de 20% sobre o lucro auferido nas cotas e aqui não haverá isenção de IR sobre os dividendos, uma vez que eles são reinvestidos no próprio fundo através da aquisição de novas cotas.

Caso tenha alguma dúvida estou à disposição para saná-las, bem como todos os demais membros da equipe ticker11 também estão. Faça suas escolhas com prudência de sempre, diligencie os principais aspectos, histórico, fatos relevantes e relatórios que houver sobre o ativo e tome a melhor decisão pra você. Bons investimentos e até o próximo texto.

Felipe Sousa

Consultor CVM, Especialista em Investimentos pela Anbima. Formado em Direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público. Atua como colaborador no Boletim Ticker 11 e junto ao escritório de investimentos Öküs Capital – Safra Invest como especialista em FIIs.

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