ETFs que replicam o IBOV

Passados os conceitos iniciais sobre o tema, e falaremos sobre ETFs que replicam índices específicos, como Ibovespa, índice de SmallCaps, índice de Governança Corporativa e todos os demais índices que possuam pelo menos um ETF que o replica, seja de renda variável ou renda fixa.

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Fala investidor, como vai? Voltamos hoje com mais um texto e agora entraremos numa nova fase dessa série sobre ETFs. Passados os conceitos iniciais sobre o tema, e falaremos sobre ETFs que replicam índices específicos, como Ibovespa, índice de SmallCaps, índice de Governança Corporativa e todos os demais índices que possuam pelo menos um ETF que o replica, seja de renda variável ou renda fixa.

E nada mais normal que começar pelo principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa. No último texto da série falamos sobre os parâmetros adotados para que um índice possa ser replicado por um ETF, e o exemplo foi o Ibovespa, logo, para não sermos extensos faremos um breve resumo sobre a construção desse índice.

Os ativos elegíveis são ações e units de ações. Os ativos têm que estar entre os que representem 85% em ordem decrescente de índice de negociabilidade, 95% de presença em pregão e 0,1% do volume financeiro no mercado a vista (lote padrão) e não ser penny stock.

A ponderação se dá pelo valor de mercado do free float da espécie pertencente à carteira, com limite de participação baseado na liquidez. Ressalta-se que a participação dos ativos de uma companhia no índice não poderá ser superior a 20%, quando de sua inclusão ou nas reavaliações. O rebalanceamento é quadrimestral, acontecendo em janeiro, maio e setembro.

Desde o ano de início em 1968 a 2017, o índice tem uma taxa média de crescimento de 97,6%, quando encurtamos a janela observando a taxa média de crescimento de 1995 a 2019 vemos que o desempenho foi de 14,7%. Observando de 2000 a 2019 o retorno foi de 11,3% e de 2010 a 2019 temos uma taxa de 5,9% (Fonte).

Figura 1 Retorno do Ibovespa
Figura 2 Gráfico de volatilidade do Ibovespa

As empresas que têm maior participação na composição do índice são Companhia Vale do Rio Doce (Vale3), Petrobrás (incluindo as ações de Petr3 e Petr4) e Itaú (Itub4) com respectivamente 10,65%, 9,99% e 7,1%. Já as três menores são Ecorodovias (ECOR3), CVC Brasil (CVCB3) e Hering (HGTX3), com respectivamente 0,106%, 0111% e 0,119%.

Atualmente temos 5 ETFs que replicam o Ibovespa, BOVA11, BOVV11, XBOV11, BOVB11 e BBOV11. Ambos os fundos devem ter no mínimo 95% (pode alocar até 100% nesses ativos) alocado em ativos financeiros que integrem o índice. Em qualquer proporção, ou em posições compradas no mercado futuro do índice, de forma a refletir a variação e rentabilidade do índice.

E os outros 5% que ele tem liberdade para alocar, pode ser alocado em que?

⮩ Títulos Públicos de emissão do Tesouro Nacional;
⮩ Títulos de Renda Fixa de emissão de Instituições Financeiras;
⮩ Cotas de Fundos de Investimento das Classes Curto Prazo, Renda Fixa e Referenciado;
⮩ Operações compromissadas, de acordo com a regulamentação expedida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN;
⮩ Operações com derivativos, realizadas em bolsa de valores, em bolsa de mercadorias e de futuros ou em mercado de balcão organizado, exclusivamente para administração dos riscos inerentes à carteira do fundo ou dos ativos financeiros subjacentes;
⮩ Ativos financeiros com liquidez não incluídos no ÍNDICE;
⮩ Cotas de outros fundos de Índice.

Figura 3 Ativos que compõe o Ibovespa

O total de garantia exigida nas operações com derivativos não poderá ultrapassar 20% do patrimônio líquido o Fundo. E falando sobre riscos, quais são os riscos que os fundos estão sujeitos?

⮩ Risco de investimento em ações;
⮩ Risco de vinculação a um benchmark;
⮩ Risco de descasamento em relação ao benchmark;
⮩ Risco proveniente do uso de derivativos;
⮩ Risco de juros pós-fixados (CDI, TMS);
⮩ Risco de Conjuntura;
⮩ Risco de Liquidez;
⮩ Risco Regulatório;
⮩ Risco Sistêmico;

Figura 4 Divisão Setorial do Ibovespa

Vale lembrar que o fundo pode colocar os ativos para empréstimo, gerando liquidez para o mercado como um todo, já a receita oriunda do aluguel constitui receita para o fundo.

Uma observação, o XBOV11 (Caixa Econômica Federal) e BOVB11 (Bradesco) e BOVV11 (Itaú), permitem que sejam colocados para empréstimo a quantidade máxima de 70% dos ativos que compõe a carteira e que nenhum ativo possa ter empréstimo superior a 70% da posição.

O fundo BOVA11 (BlackRock), permite que seja disponibilizado para locação até 40% da carteira do índice e 70% do limite total de uma ação do índice detida pelo fundo.

São permitidos aos fundos fazerem swap caso haja diferença de variação entre a rentabilidade do fundo e a rentabilidade do índice. Abaixo traremos cada fundo comparado ao Ibovespa no período ótimo, todos os gráficos foram criados no site quantumaxis.com.br

Figura 5 BOVA11 x Ibovespa
Figura 6 Retorno do Bova11
Figura 7 XBOV11 x IBOVESPA
Figura 8 Retorno XBOV11
Figura 9 BOVB11 x IBOVESPA
Figura 10 Retorno BOVB11
Figura 11 BOVV11 x IBOVESPA
Figura 12 BBOV11 x IBOVESPA

Os dois últimos ETFs (BBOV11 e BOVV11) foram criados recentemente, sendo que BOVV11 tem perto de um ano e BBOV11 aproximadamente 1 mês, logo a plataforma não traçou o histórico de rentabilidade. Com relação aos três primeiros ETFs, apenas o BOVB11 tem retorno superior ao índice em 0,23%, os outros dois um retorno ligeiramente inferior, muito por conta da taxa de administração que os fundos possuem.

O que é notado em todo gráfico é a como os fundos acompanham de perto a performance do índice de referência, o que mostra que a carteira está aderente ao índice. Qual deles escolher para colocar na carteira? Compare a taxa de administração e a liquidez entre eles, sendo esses os pontos mais importantes uma vez que eles têm exposição igual em 95% da carteira ao menos.

A taxa de administração desses ETFs são:

BBOV11 – 0,13%a.a.; XBOV11 – 0,50%a.a.; BOVB11 – 0,20%a.a.; BOVA11 – 0,30%a.a.; BOVV11 – 0,30%a.a.

Reflexões

Após entender a dinâmica dos ETFs com base nos textos anteriores. Cabe a você investidor ver se algum ETF que replica o índice do Ibovespa faz sentido na sua carteira. Você concorda com a exposição setorial que terá? Os ativos que compõe a carteira, o retorno passado, a volatilidade, a queda de retorno ao longo do tempo. Se sim, caberá a você escolher qual é o melhor ETF. Todos terão a carteira igual em 95%, o que fará diferença será os 5% de alocação livre e a taxa de administração, entretanto, não deveria abrir mão da liquidez. Faça a melhor escolha e qualquer dúvida, nos procure. Até o próximo texto leitor.

Felipe Sousa

Especialista em Investimentos, formado em direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público.

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