Começando do Começo: A importância sobre diversificação e as vantagens da gestão passiva

Hoje, começaremos uma série sobre ETFs e mostraremos que essa classe de ativos pode ser excelente na sua carteira de investimentos, trazendo tranquilidade e diversificação com baixo custo e sem taxa de performance replicando os principais índices de mercado.

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Fala investidor, tudo bem? Sei que aqui todo mundo é apaixonado por Fiis, assim como nós, mas hoje começaremos uma série de textos sobre ETFs e mostraremos que essa classe de ativos pode ser uma excelente ferramenta na sua carteira de investimentos, trazendo tranquilidade ao investidor e acesso a uma carteira diversificada com baixo custo e sem taxa de performance replicando os principais índices de mercado.

Porém, antes de falarmos sobre os ETFs em si, devemos abordar alguns aspectos como a importância de uma carteira diversificada e risco, sobre risco falaremos especificamente falando do risco sistêmico e o risco não sistêmico, e é por eles que iremos começar.

Risco sistêmico é aquele que atinge a todos em geral, pode ser causado por guerras, crises econômicas ou financeiras e crises políticas. Ele pode afetar em maior ou menor grau cada ativo ou player, porém influência e atinge a todos.

Já o risco diversificável é aquele que atinge especificamente uma área ou setor da economia. Por exemplo, há uma crise no petróleo, que faz que o preço da comodite dispare, em consequência o querosene de aviação sobe aumentando os custos das empresas aéreas, que não conseguem repassar esse custo aos passageiros e vê seus lucros caírem e consequentemente a cotação das ações acompanharem essa queda. Esse risco é facilmente controlado pela diversificação de ativos, ainda que sejam da mesma classe.

Para o primeiro risco explicado neste artigo, embora ele afete todos os ativos, isso acontece de maneira diferente. Basta comparar como as ações, os fundos imobiliários e os títulos públicos federais da série NTN-B foram afetados pela crise do corona vírus.

Através dos seus respectivos benchmarks (IBOV, IFIX e IMAB), vemos que todos caíram, porém, o IMAB foi o mais resiliente, já o mais sensível a crise foi o IBOV, como podemos ver na figura ao lado.

Diversificamos dentro da mesma classe de ativos (como ações por exemplo) para fugir do risco diversificável, e diversificamos entre classes distintas de ativos para termos mais segurança nos investimentos não dependendo de um único setor ou classe de ativos. Uma carteira vitoriosa no longo prazo é feita com diversificação.

Um gestor que ficou famoso por essa forma de investimento (asset allocation) foi Ray Dalio (Fundador e acionista do maior fundo de investimento tipo Hedge Fund do mundo, a firma Bridgewater), que diversificou entre diversas classes de investimentos, como ações, bonds (títulos de renda fixa norte americana), ouro, real state (imóveis) e moeda.

O objetivo da diversificação é equilibrar o risco que se aceita pelo retorno que se almeja, expondo mais a determinada classe de ativo, podendo variar o percentual de exposição em alguns momentos. Essa teoria parte da ideia que em certo momento alguns ativos da carteira serão vencedores e outros não, mas com a exposição correta em cada um deles a carteira será vencedora.

Compare os gráficos abaixo, neles informamos quatro ativos (OZ1D – OURO, DÓLAR CUPOM LIMPO, IFIX, IBOV, IMAB – NTNB), em quatro cenários distintos (01/01/2010 a 25/09/2020; 01/01/2015 a 25/09/2020; 25/09/2019 a 25/09/2020; 01/01/2020 a 25/09/2020).

Como a legenda dos gráficos ficou com a fonte pequena, em decorrência do tamanho dos mesmos, foram compilados os dados numa tabela para melhor compreensão dos retornos percentuais dos ativos analisados.

Através desses gráficos vemos como é importante diversificar entre classes de ativos, porém para investir em todas essas classes com conhecimento sobre cada uma delas e suas especificidades você levaria muito tempo estudando e se dedicando a compreendê-las, por isso delegar a gestão através de um fundo é uma boa alternativa.

Após a explicação sobre risco e a necessidade de diversificar, precisamos falar sobre gestão passiva e ativa quais são suas vantagens. Fundos de gestão ativa buscam superar um índice enquanto os de gestão passiva buscam replicar um índice.

Os fundos de gestão ativa possuem taxas de administração mais alta, taxa de performance, em regra todos os demais fundos que não são fundos de ações têm come cotas (antecipação do imposto de renda que acontece nos meses de maio e novembro) o que impacta negativamente a rentabilidade do fundo. Além do fato de que no longo prazo a média dos fundos perde para o benchmark de referência que tentam superar.

Já na gestão passiva como o trabalho é de acompanhar uma carteira teórica, a taxa de administração é mais baixa, sendo vedada a cobrança de taxa de performance e que nos fundos de ETFs não existem come cotas. Ou seja, nos fundos de gestão passiva a taxa é mais baixa, nos ETF não há come cotas.

Todo fundo de gestão passiva é um ETF? Não, pode haver fundos de gestão passiva que não são ETFs, como por exemplo o fundo BB Ações Ibovespa Indexado I, que tem como objetivo replicar o ibovespa e cobra taxa de administração de 1% a.a., já o ETF BOVA11 que tem a mesma função e cobram 0,30% a.a.

Imagina economizar 0,7% a.a. durante 30 anos, e no momento em que chegar o tão sonhado desfrute da aposentadoria, quanto você teria rentabilizado no resgate do investimento?  Abaixo, segue tabela comparativa de performance dos fundos pressupondo uma rentabilidade anual de 10%.  

A diferença entre eles é de R$27.348,94, entende como investir em ETFs pode ser vantajoso, mesmo se comparado a outro fundo de gestão passiva? Se você se interessou pelo tema e quer saber mais sobre, é só acompanhar essa nova série de textos sobre ETF que virão, acompanhe pelo site e não perca os próximos textos, até a próxima investidor.

Felipe Sousa

Especialista em Investimentos, formado em direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público.

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