16º Congresso Internacional de Shoppings

Tivemos a oportunidade de cobrir o 16º Congresso Internacional de Shoppings Centers promovido pela ABRASCE. Veja o que especialistas disseram sobre esse segmento.

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Fala, investidor! Hoje traremos um texto diferente, não é só um tema específico de investimentos, mas sim sobre um evento que tivemos a oportunidade de cobrir, que foi o 16º Congresso Internacional de Shoppings Centers promovido pela ABRASCE. Em virtude do atual momento trazido pela pandemia do COVID-19, ao congresso foi realizado de modo virtual, tanto as palestras quanto à visitação virtual foram bem proveitosas.

Neste congresso foram três dias de conteúdo, mais de 20 palestrantes, interação virtual entre participantes além da navegação virtual. Falaremos agora sobre as palestras, deixo menção para o primeiro dia que para mim foi o melhor.

Palestras

No dia 20 de outubro, primeiro dia tivemos como foco a “Experiências Globais e o papel da inovação no desenvolvimento do setor”, e as seguintes palestras:

A primeira palestra foi sobre as perspectivas para o setor a partir do panorama do mercado asiático, que contou com Tom Andrews – Hong Kong Land, Samuel Hibel – Kardan Land China, e o entrevistador foi Zelman Aissworth – CBRE APAC.

A segunda palestra teve como tema as novas lições do velho continente: mudanças     que        chegaram para ficar. Os participantes foram Dr Volker Kraftr – ECE Alemanha, Leszek Sikora – ECE Polônia que foram entrevistados por Rafael Sales – Aliansce Sonae.

A última palestra do dia foi sobre do desafio a oportunidade: como o uso das   tecnologias impactaram o setor, por Francisco de Frutos – Brasil Plug and Play, Pedro Daltro – CCP, Ernesto Vilela – Mimoo e Cibelle Ferreira – Shopper UM.

No dia 21 de outubro tivemos como tema central “Geração Coronavírus”: O equilíbrio entre saúde e economia e os impactos nos hábitos dos consumidores”, e as seguintes palestras:

A primeira palestra tratou das implicações das políticas públicas na criação de uma nova economia, com as participações de Julia Dualibi – comentarista da Globonews, Natuza Nery – comentarista da Globonews e Alon Feuerwerker – FSB Comunicação.

Já a segunda palestra foi sobre a crise sanitária e seus efeitos econômico–sociais no setor de shoppings, em um ambiente de reforma tributária com a participação do Dr. Fábio Gregory – Hospital Sírio Libanês, Jorge Antônio Deher Rachid – Ex-Secretário da Receita Federal, Caio Megale – XP Investimentos e Rafael Lisbôa da plataforma bússola.

A última palestra do dia foi sobre a nova percepção do ser humano sobre o mundo e sobre si na visão antropológica, por Luiz Felipe Pondé – Filósofo, escritor e ensaísta brasileiro, o mestre de cerimônias foi Bruno Romano. Ainda tivemos neste dia o lançamento de uma pesquisa inédita sobre shoppings centers e consumidores.

No dia de encerramento do evento tivemos o tema “Um olhar sobre o varejo: estratégias para a retomada conjunta do setor”, e as seguintes palestras:

Primeira palestra “regras de ouro: como novas iniciativas transformam o futuro do varejo”, por Francisco Alves – Nespresso, Sandra Chayo – Hope e Eduardo Gribel – Tenco Shopping Centers.

A última palestra do evento foi sobre “Como os Shoppings estão se adaptando ao novo comportando do consumidor” com a participação do Glauco Humai – Abrasce, Carlos Jereissati Filho – Iguatemi, José Isaac Peres – Multiplan, Ruy Kameyama – BRMalls, Renato Rique – Aliansce Sonae e Marcos Carvalho – Ancar Ivanhoe.

Lições, aprendizados e informações

Aqui destacamos alguns pontos que consideramos importante e que foram expostos no congresso a fim de dividir com você, nosso leitor, as informações que tivemos sobre shoppings, corona vírus, economia, reforma tributária, retomada do setor e varejo em geral.

Sobre o primeiro dia, uma das ideias que mais nos chamaram atenção foi a necessidade de balanceamento entre as lojas do Shopping. No Landmark Hong Kong, 30% é destinado aos setores de alimentos e bebidas.

O foco é em criar uma experiência para o cliente que seja diferenciada, o consumo você consegue realizar pela internet, agora a experiência de consumo em um shopping tem que ser diferenciada.

Programa de pontuação/fidelidade para quem consome no shopping é algo importante também a fidelizar o consumidor. Criar uma diferenciação no shopping, através do marketing, investimento em áreas comuns para ter uma distinção em relação aos concorrentes.

Há uma ideia de que as lojas precisarão ser maiores para proporcionais melhores experiências aos consumidores (Shopping Landmark). Por fim, Tom Andrews falou sobre o novo varejo que está surgindo e citou como referência a pessoa de Doug Stephens.

Samuel Heibe falou da importância de criar uma atmosfera ideal nos shoppings, falou das práticas adotadas que resultaram no aumento do tráfego de pessoas, tornando o shopping um ambiente mais familiar, criação de pontos para ensino e diversão infantil, melhores práticas nas cozinhas e banheiros.

Hoje as pessoas primeiro fotografam, depois comem suas comidas, e uma boa apresentação conta muito, a cozinha aberta onde o chef prepara a comida na frente de todos chama atenção. Por conta disso houve uma expansão da área destinada a restaurantes. A visão dele sobre a retomada do setor é positiva, em todos os dados a retomada dos shoppings surpreende e acredita que em 2021 terá um ano igual ao de 2019.

Sobre a Europa, a recuperação tem sido boa e o ticket médio dos consumidores tem subido. Em algumas cidades cujo shoppings eram considerados mais resilientes tiveram a recuperação mais lenta pois dependiam do turismo local, e como o turismo ainda não voltou esses shoppings passam por um período mais difícil.

Para o setor de entretenimento, como os cinemas, a curto prazo o cenário é mais temerário, pois as pessoas ainda não voltaram a usar. Entretanto, para o longo prazo veem com uma maior tranquilidade, pois acreditam que o setor não irá acabar.

Como o aumento da longevidade das pessoas, acredita que no futuro não haverá transmissão de herança, como há hoje. As pessoas envelhecerão e consumirão seus recursos, e para a maioria das famílias não haverá o que herder.

Sobre o cenário nacional em relação ao corona vírus, foi mencionado que faltou maior integração entre as esferas de governo, União, Estados e Municípios. Que não houve um plano de combate nacional contra a pandemia, o patamar de infectabilidade no Brasil ainda é alto e que o país deveria gastar mais com testagem.

Já no cenário econômico, a recuperação da economia chinesa é ótima para a economia nacional, que o “coronavoucher” teve papel importante em segurar a queda no PIB que antes era projetada para 9% e acabou efetivando uma queda de 5%. Ano que vem a expectativa de retomada do PIB é de 3,4%.

Nenhum dos participantes do segundo dia acreditam numa aprovação da reforma tributária nesse governo, porém Caio Megale vê com excelentes olhos a oportunidade de simplificação do atual modelo tributário.

Com a taxa de juros baixa o mercado imobiliário se torna mais resiliente, e o setor passou com relativa tranquilidade pela crise sendo beneficiado pelas baixas mais competitivas.

Finalizando o congresso no último dia foi falado sobre a importância das datas comemorativas no final do ano, que podem ser beneficiadas da demanda reprimida e apresentar números surpreendentes.

A retomada tem sido melhor do que o esperado e para o futuro, os shoppings devem focar em experiência de consumo para o cliente, setor de gastronomia, ominichanel e Market Place.

Shoppings deverão ter um conceito mais aberto, com áreas verdes, menos foco em consumo e mais foco em pessoas e experiência, isso é algo que o digital dificilmente conseguirá replicar. Deverá vir uma transformação grande no setor de shoppings, e que eles deverão estar preparados para se adaptar, pois que não se adapta não sobrevive.

Bem, era isso que tínhamos a falar. Agora, chamamos vocês investidores de Fundos de Investimento Imobiliários, principalmente aqueles que são cotistas de fundos de shopping a falar o que acham das opiniões aqui expostas. Concordam com os participantes? Até breve, nos vemos no próximo texto.

Felipe Sousa

Especialista em Investimentos, formado em direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público.

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