Qual a diferença entre o XFIX11, KISU11 e IFIE11?

Esses são três ativos do mercado de Fundos Imobiliários, porém com dinâmicas e propostas diferentes. Você já conhece como cada um funciona?

Compartilhe esse Artigo:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Em 30 de novembro de 2020 a XP lançou o XFIX11, primeiro ETF (Exchanged Traded Fund) de Fundos de Investimento Imobiliários do Brasil. Com taxa de administração de 0,30% ao ano, o preço inicial da cota será de R$ 10, com lote mínimo de uma unidade.

Atualmente, o IFIX é composto por 81 fundos imobiliários, com a maior parte (28%) do segmento de recebíveis imobiliários. Na sequência, aparecem os fundos de lajes corporativas, com uma fatia da ordem de 20%.

Segundo dados da B3, os cinco fundos com maior peso no índice, em 27 de novembro, eram Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), com 5,2%, Kinea Índice de Preços (KNIP11), com 4,5%, Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), com 4,2%, CSHG Logística (HGLG11), com 3,75%, e XP Log (XPLG11), com participação de 3,2%.

Mas peraí, já  não  foram  lançados  outros  fundos  com  esta  mesma  proposta,  como o IFIE11 (Banco Inter) e o KISU11 (Suno)? Sim, todos possuem propostas de gestão passiva, seja replicando o índice IFIX (Índice de Fundos Imobiliários) ou Índice próprio, SUNO30 no caso do KISU11. Ocorre que apenas o XFIX11 é um ETF. Tanto o KISU11 e o IFIE11 são Fundo de Fundos com propostas semelhantes mas com algumas diferenças que serão abordadas a seguir.

A proposta do KISU11 (KILIMA FUNDO DE FII SUNO 30), cuja gestão é da Kilima Gestão de Recursos Ltda., é seguir a carteira teórica do índice de referência denominado índice SUNO 30. O Suno 30 FIIs será composto de trinta ativos dentre os fundos “de tijolo”, “de papel” e híbridos. Tratam-se dos FIIs de maior patrimônio líquido negociados que atendam a quatro critérios. São eles: I) Pelo menos um pagamento de proventos ao longo dos últimos doze meses (Dividend Yield maior que zero nos últimos 12 meses); II) Fazer parte da composição do IFIX; III) Não ser um Fundo de Fundos (FoF); IV) O Fundo deve possuir mais que um ativo. TAXAS do KISU11: Administração, gestão, custódia e controladoria: 0,65%a.a. sobre patrimônio líquido ou valor de mercado do fundo se o fundo fizer parte de índice de mercado (IFIX) (mínimo R$ 15.000,00 mensais corrigido pelo IPCA).  

Segue abaixo a composição atual do SUNO30, que poderá ser acompanhado  no link: https://www.sunoresearch.com.br/indice-suno-30-fiis/

Clique na imagem para ampliá-la

Já o IFIE11, possui dentro do seu objetivo, alocar ao menos 90% do seu patrimônio em fundos que façam parte da carteira teórica do índice IFIE. O índice IFI-E é uma carteira teórica criada pelo banco inter, com os 30 maiores fiis de imóveis (tijolo) em patrimônio líquido.  Os FII que atenderem cumulativamente aos seguintes critérios de qualidade: I) Estar presente na carteira teórica do IFIX nas datas de rebalanceamento (quadrimestral nos meses de janeiro, maio e setembro); II) Atuar na categoria ANBIMA “FII de Renda”; III) Estar entre os 30 (trinta) maiores FII de acordo com o valor de mercado das cotas disponíveis à negociação nas datas de rebalanceamento. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO – 0,30% a.a.  Segue a composição da carteira do IFIE11:

Clique na imagem para ampliá-la
Clique na imagem para ampliá-la

Tudo bem, mas qual a diferença do fundo ser um ETF (Exchanged Traded Fund) ou o Fundo de Fundos? Com relação aos FOF´s, KISU11 e IFIE11 quais as diferenças? Explicarei:

⮩ Um Fundo de Fundos não é um ETF e normalmente, os FOFs são negociados com ágio em relação ao seu valor patrimonial, inclusive em razão das emissões, desta forma caso deseja aumentar sua posição deverá pagar um pouco mais caro do que o fundo realmente vale.

Os ETF´s não podem distribuir dividendos, precisando reinvestir, adquirindo novos lotes que serão tributados em 20% no momento da venda, nos termos da IN 1585/15 da

⮩ Dentre os FOF´s, KISU11 e IFIE11, vemos que no caso do IFIE11 há um peso diferente dos ativos. Já no caso do KISU11 há um peso igual dos ativos no índice SUNO30.

Desta forma, se as vantagens de diversificação e de não precisar escolher, analisar e acompanhar os ativos individuais são adequados para sua estratégia de investimentos, então XFIX11 ou um FoF (caso possua estratégia em dividendos) talvez seja uma das melhores maneira de investir em FIIs, principalmente analisando o IFIX ao longo dos anos.

Clique na imagem para ampliá-la

João Campos

Formado em Direito, aprovado na OAB e pós-graduado em direito público. Aprovado no concurso público do Tribunal de Justiça, exercendo atualmente a função de Assessor de Magistrado no TJPE. Analista Financeiro. Atua como colaborador no Ticker 11.

Inscreva-se em nossa newsletter

Fique por dentro de todo o nosso conteúdo com os melhores do mercado!

Artigos relacionados

Fundos Imobiliários

Branding nos Fundos Imobiliários

O relatório gerencial de março de 2021 do HGLG apresentou uma informação incomum e que não pareceu despertar muito a atenção dos cotistas, já que não falava de dividendos, projeções financeiras, emissões, vacância, quebra de contratos e outros temas pertinente a gestão de um Fii e que mais interessa aos investidores.

Entrevistas

PLCR11 e BPFF11: Conhecendo o racional do time da Plural Gestão

Nessa entrevista, o Ticker11 conversou com o pessoal da Plural Gestão, que tem o PLCR11, um Fundo de Papel, e o BPFF11, um Fundo de Fundos. Uma conversa cheia de insights importantes para quem investe e gosta de FIIs, passando pelo panorama dos FIIs da casa.

O Ticker 11 é o seu portal de informações para aprender mais e acompanhar o mercado de Fundos Imobiliários da melhor forma.

Faça parte do nosso grupo!

Entre para o nosso canal de Fundos Imobiliários no Telegram! São notícias diárias e links especiais sobre Fatos Relevantes, Relatórios Gerenciais e muito mais conteúdo sobre FIIs. Tudo para você ficar por dentro de todas oportunidades.

Fale conosco:

Estamos aqui para lhe ajudar! Fique à vontade e nos envie uma mensagem!